Feliz Páscoa!


A Páscoa é uma das mais importantes datas comemorativas do Cristianismo. Ela marca a ressurreição de Jesus, que, segundo os Evangelhos, levantou-se dos mortos três dias após ter perecido na cruz.

Mas, o que isso tem a ver com coelhinhos e ovos de chocolate?

A rigor, nada. Mas as tradições dos povos costumam ser uma mescla de contribuições culturais de diferentes épocas, crenças e costumes.

Cerca de 600 anos antes do início da Era Cristã, os antigos nórdicos, germânicos e anglo-saxões realizavam festivais de culto à deusa da fertilidade na primeira Lua cheia após o equinócio de primavera (que, no Hemisfério Norte, ocorre por volta de 21 de março). Os símbolos dessa festa eram a lebre (ou o coelho) e os ovos, ambos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.

Portanto, o coelho e os ovos simbolizam a fertilidade e o início da vida. Tudo a ver com a ressurreição. É provável que os primeiros convertidos ao Cristianismo tenham utilizado os símbolos que conheciam para reverenciar Jesus e a nova fé que abraçavam.

A partir de 325 d.C., começou a se estabelecer, entre os habitantes da Europa, a tradição de presentear as pessoas com ovos cozidos e pintados à mão. No auge do período medieval, os nobres mais ricos presenteavam-se com ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas.

Mas... e o chocolate?

O chocolate só entraria em cena muitos e muitos séculos depois, pois o primeiro contato dos europeus com esse alimento ocorreria somente em 1519, com a conquista do Império Asteca (México) pelos espanhóis.

Os indígenas o tomavam na forma de uma bebida fria, que inicialmente foi rejeitada pelos colonizadores europeus, aos quais ela pareceu “muito amarga”. A adição de açúcar de cana, canela e anis fez, porém, com que o chocolate conquistasse os paladares.

Por quase 100 anos, o preparo da bebida foi mantido em segredo pelos espanhóis. Não se sabe ao certo como os italianos decifraram o enigma, mas, a partir de 1606, eles passaram a vender chocolate líquido em casas especializadas, parecidas com as nossas cafeterias de hoje.

O chocolate sólido só ganharia o mundo em 1847, quando a confeitaria inglesa Fry and Sons começou a misturar o cacau moído com manteiga de cacau e açúcar, dando origem às primeiras barras. Também nessa época, os suíços aperfeiçoaram a receita, acrescentando leite e açúcar.

Ou seja: chocolate era algo nobre, caro, trabalhoso... E os confeiteiros franceses do final do século 19 desenvolveram uma técnica especial, para rechear as cascas dos ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate. Pintados por fora, eram uma “doce surpresa” depois de abertos.

O avanço da industrialização fez o resto.

Então, é verdade que ovo de chocolate não tem nada a ver com Jesus Cristo, mas é um doce acompanhamento para esse dia tão especial.

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