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    A origem do Carnaval


    "Não me diga mais quem é você!

    Amanhã tudo volta ao normal.

    Deixa a festa acabar,

    Deixa o barco correr...”

    (Noite dos Mascarados – Chico Buarque)

    O Carnaval não é uma unanimidade: há quem ame, há quem odeie. Só não existe quem seja indiferente.

    De qualquer forma, o Carnaval é a festa mais popular do Brasil, e cada região tem seu próprio jeito de celebrar a folia: no Rio de Janeiro e em São Paulo, sempre predominaram os suntuosos desfiles das escolas de samba; já em Minas Gerais e diversos estados do Nordeste, a preferência recai sobre o Carnaval de rua – que, cada vez mais, tem seduzido também os paulistanos.

    Para 2019, estão previstos nada menos que 570 blocos para animar a festa e atender à demanda de um público que quer se divertir sem desembolsar dinheiro na bilheteria do sambódromo.

    A grande penetração do Carnaval em todas as classes sociais pode nos fazer pensar que sua origem seja brasileira. Mas, de acordo com o historiador Tales dos Santos Pinto, autor da obra "História do carnaval e suas origens", essa comemoração remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.

    A palavra “carnaval” do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. É que, no passado, havia um jejum que precedia aos festins carnavalescos. É que, para os pagãos, o “Carnaval” representava um momento de alegria pelas colheitas feitas.

    Um elemento sempre presente no Carnaval foi a inversão dos papéis sociais. Assim, por um momento, o plebeu veste-se de príncipe, o marinheiro vira capitão, a moça bonita veste-se de rapaz...

    Outro elemento de ligação entre o Carnaval de hoje e suas origens são as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno (em dezembro, no Hemisfério Norte) e as segundas, em fevereiro (mês das divindades infernais daqueles povos, que exigiam uma série de ritos de purificação, mas, também, a celebração da vida e da alegria.

    O fato é que, a partir do século 8, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. Para a Igreja, esta seria uma forma de conter os excessos.

    No Brasil, o Carnaval chegou quase ao mesmo tempo que os conquistadores europeus. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa; depois, vieram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba.

    Hoje, o Carnaval movimenta cerca de R$ 11 milhões anualmente, graças à vinda de turistas estrangeiros desejosos de aproveitar as novidades. Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife e Olinda são as cidades que mais recebem turistas – e dinheiro! – nessa época do ano.